Para quem pretende aproveitar o fim de ano para desacelerar, fugir do roteiro tradicional e conhecer melhor Mato Grosso do Sul, o Estado oferece opções que combinam paisagens preservadas, ecoturismo e experiências autênticas. De trilhas no Cerrado a passeios fluviais no Pantanal e na Serra da Bodoquena, há alternativas para diferentes perfis de visitantes e orçamentos. Confira seis destinos que se destacam para quem busca contato direto com a natureza.

Rio Verde de Mato Grosso

A cidade é porta de entrada para uma imersão entre o Cerrado e o Pantanal. A Fazenda Igrejinha é um dos refúgios para quem busca sossego e trilhas em meio a paisagens naturais. Os passeios são conduzidos por guia e incluem percursos classificados como de nível fácil, com duração de até quatro horas.

O roteiro passa por pontos como Torres da Igrejinha, Mirante do Pantanal, Mirante dos Buritis e um riacho que corta a propriedade. Os valores variam entre R$ 130 e R$ 150. Há ainda a opção de trilha com day use, por R$ 200, além de trilhas avulsas a partir de R$ 80. Para quem deseja pernoitar, a fazenda oferece camping, kombi adaptada e chalés, com diárias entre R$ 130 e R$ 200 por pessoa.


Miranda

No Pantanal Sul, o Rio Salobra é um dos destinos mais procurados por quem deseja observar a fauna pantaneira. O passeio de barco, com duração média de três horas, permite avistar ariranhas, lontras, jacarés e diversas espécies de aves, além da possibilidade de encontro com a onça-pintada. As saídas acontecem às 8h ou às 14h, ao custo de R$ 200 por pessoa, e incluem banho de rio ao final.

Outra opção é o Projeto Rio Salobra, que oferece uma experiência completa de imersão no Pantanal, combinando percurso terrestre e fluvial. O pacote inclui passeio de carreta até o porto, trilha pela mata ciliar, banho de rio, passeio de barco e refeições típicas. Os valores são de R$ 360 para adultos e R$ 312 para crianças de 5 a 12 anos.

Camisão

Distrito de Aquidauana, Camisão fica a cerca de 130 quilômetros de Campo Grande e reúne atrativos de ecoturismo acessíveis. A região abriga o Morro do Paxixi, cartão-postal local, além de trilhas e mirantes que oferecem vistas amplas da serra.

A Trilha dos Mirantes, com 2,6 quilômetros e nível moderado, é uma das mais procuradas, com valores a partir de R$ 65 por pessoa, conforme o tamanho do grupo. Para quem prefere passeios guiados, há roteiros que incluem cachoeiras, estradas panorâmicas e serras da região, com preços entre R$ 290 e R$ 350. Destaque também para a Trilha Gourmet ao pôr do sol, com transporte em 4×4 e experiência gastronômica, por R$ 380 o casal, e para a Trilha Encantada de Camisão, com valores a partir de R$ 100 por pessoa.

Nioaque

A Trilha Aquática Pegada dos Dinossauros transforma o Rio Nioaque em cenário de uma experiência que mistura natureza e história. Conhecido como Vale dos Dinossauros, o passeio percorre cerca de quatro quilômetros em duas horas, com paradas estratégicas ao longo do trajeto.

O principal atrativo é o Sítio Arqueológico das Pegadas, considerado o segundo maior vale de répteis pré-históricos da América Latina. As saídas ocorrem de terça a domingo, pela manhã ou à tarde, com valores entre R$ 100 e R$ 150.

Bodoquena

Na Serra da Bodoquena, um novo fervedouro de águas cristalinas será aberto à visitação turística na temporada de verão. Localizado no Rio Azul, a cerca de 260 quilômetros de Campo Grande, o atrativo integra um complexo natural em área rural do município. O passeio inclui flutuação, visita ao fervedouro e duas refeições, com valores a partir de R$ 420 por pessoa.

Ainda na região, o Eco Serrana Park oferece trilhas de baixo e médio grau de dificuldade às margens dos rios Limoeiro e Salobra, com cachoeiras, praias de seixos e observação da fauna. A estrutura conta com restaurante e vestiários, e os roteiros incluem trilhas de até dois quilômetros com diversas paradas para banho.

Outra alternativa é o aquatrekking pelo Cânion do Rio Salobra, no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, com percursos entre quatro e sete quilômetros em meio a paredões e águas transparentes. Os valores variam de R$ 260 a R$ 460, com almoço e guia inclusos.

Bonito

Considerada a “queridinha” do turismo em Mato Grosso do Sul e o destino mais conhecido do Estado, Bonito é referência nacional e internacional em ecoturismo. A cidade se destaca pela organização, preservação ambiental e pela variedade de atrativos de águas cristalinas, cavernas, grutas e trilhas em meio à natureza.

O município passou a cobrar neste mês a contestada e criticada Taxa de Preservação Ambiental (TPA), no valor de R$ 15 por dia, cobrada de todos os visitantes, inclusive para os sul-mato-grossenses.

Entre os passeios mais procurados estão as flutuações em rios de águas transparentes, como o Rio da Prata e o Aquário Natural, além de grutas e cavernas, com destaque para a Gruta do Lago Azul. Bonito também oferece cachoeiras, trilhas ecológicas, boia cross, balneários, mergulho com cilindro e observação da fauna e flora local.

Com estrutura turística completa, guias credenciados e controle rigoroso de visitantes, Bonito segue como o principal cartão-postal do ecoturismo sul-mato-grossense e parada quase obrigatória para quem deseja vivenciar a natureza em seu estado mais preservado.

Com opções que vão do turismo de contemplação a experiências mais intensas, Mato Grosso do Sul se consolida como destino para quem busca descanso, aventura e contato direto com a natureza.

Fonte: Redação FATO 67