Seis varas dos Juizados Especiais de Campo Grande começaram a utilizar oficialmente o eproc, novo sistema eletrônico de tramitação de processos do Judiciário. Para apoiar a adaptação dos servidores, integrantes da equipe responsável pela implantação da plataforma em Mato Grosso do Sul estiveram no Centro Integrado de Justiça (Cijus) na terça-feira (24), acompanhando o primeiro dia de funcionamento da ferramenta nas unidades.
Com a mudança, todos os novos processos cíveis das 2ª, 3ª, 5ª, 7ª, 10ª e 11ª varas do Juizado Especial da Capital passam a ser protocolados exclusivamente no sistema digital. A equipe técnica visitou servidores que atuam diretamente no atendimento e no andamento processual, prestando orientações sobre acesso, perfis de usuário e funcionamento da plataforma.
Durante a agenda, as servidoras Alessandra Armôa Teixeira e Juliana Fancelli foram recebidas pelo diretor do Departamento Judiciário dos Juizados Especiais de 1º Grau da Central de Processamento Eletrônico (CPE), Mauro Uehara. Ele destacou que o acompanhamento próximo no início da implantação ajuda a evitar dificuldades operacionais e contribui para o uso mais eficiente do sistema.
Segundo o diretor, compreender as etapas do fluxo processual dentro da nova ferramenta é essencial para reduzir retrabalho e tornar as atividades mais produtivas. A equipe também visitou a Coordenadoria de Atermação e Atendimento Judicial, vinculada ao Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, onde conversou com chefes de cartório das varas que já utilizam o eproc.
A expectativa do Judiciário é que o sistema torne os procedimentos mais rápidos e menos burocráticos. A plataforma também permite integração com tribunais de outros estados, facilitando a troca de automações e boas práticas entre unidades do país.
Como acessar o serviço
Nos casos de pequenas causas, o cidadão deve procurar o setor de atermação, onde um servidor registra o pedido a partir do relato apresentado. Neste momento inicial, não é possível realizar cadastro direto para peticionamento no sistema.
A consulta de processos públicos poderá ser feita normalmente pela internet. Já nos casos que tramitam em segredo de Justiça, o acesso depende de senha fornecida por advogado, pelo setor de atermação ou pelo cartório responsável.
A implantação do sistema faz parte do processo de modernização do Judiciário estadual e busca ampliar a eficiência no andamento das ações e no atendimento à população.
Fonte: Danielle Andréa FATO 67


